19 novembro 2006

De lá pra cá

por Alexandre Gabriel

Fui estudante do programa Erasmus e cheguei em Lisboa no 31 de Agosto de 2005 para ficar quase um ano. Esta experiência tem sido inesquescível pois era muito mais do que simplesmente estudar na universidade, era para aprender para a vida. No início, estás completamente sozinho: tens de encontrar novos amigos, entender a outra cultura e organizar muitas coisas, como, por exemplo, procurar um quarto, que, ao contrário da minha cidade, é muito fácil. Encontrei em menos de uma semana um bom quarto e podia, depois dos meus cursos, aproveitar as lindas praias. No início, descobri as praias que eram mais perto de Lisboa, como Estoril, Cascais e a Costa Caparica. Mais tarde, alguns amigos portugueses me mostraram a fantástica Costa das Maçãs ou a Praia do Guincho, que ficam perto de Sintra, ou as lindas praias do Alentejo, como a Zambujeira do Mar! A primeira vez que eu tomei banho no Atlântico foi um pequeno choque porque, como estava habituado a tomar banho no mar Mediterâneo, não esperava que era tão frio. Pensei que não havia diferença de temperatura com os nossos lagos em Salzburgo. Mas, com o tempo, habituei-me às temperaturas. Para mim, o mar era muito fascinante porque nós somente temos montanhas e lagos. Uma outra curiosidade eram os caracóis. Dava-me muito prazer comê-los acompanhados de uma cerveja, mas algumas amigas alemãs não podiam nem vê-los. Caracóis na Áustria e na Alemanha não são uma comida. São, para muitas pessoas, bichos nojentos. Uma outra grande diferença cultural é a vida nocturna. Em Portugal, as pessoas começam a sair a partir das duas da madrugada, antes, não se encontra quase ninguém nas discotecas de Lisboa. Na Áustria, a maioria vai para casa a essa hora.
O que me fascinou tanto foi o Alentejo: principalmente a vida simples e tradicional. Como eu conheci uma família alentejana, fui convidado para a festa de Páscoa, onde nós fizemos pão e polvo assado no forno. Gostei do Alentejo especialmente naquela época do ano: as colinas têm várias cores, porque tudo está a florescer!
Por isso, quero agredeçer a esta família portuguesa, que me não apenas me convidou na Páscoa, como também me mostrou tanto do cotidiano alentejano. Com a ajuda deles eu realmente entendi mais desta cultura maravilhosa!