O diminutivo na Língua Portuguesa
por Rafael Mattos
Erra quem pensa que a função do diminutivo na língua portuguesa é somente diminuir. A primeira e mais clara exceção dessa regra é o advérbio temporal “rapidinho”, que sempre demora mais do que se fosse somente “rápido”.
Com o grande contato que estou tendo com alunos de português como língua estrangeira, percebi que esse tema causa grande fascinação. Mas como dar uma explicação satisfatória para o porquê de uma roupa ser “baratinha” ou de tomarmos um “cafezinho”?
O diminutivo não segue uma regra só, mas várias regrinhas. No dia-a-dia do brasileiro, pode ser muito usado com tom pejorativo. Desse modo, um médico vira um doutorzinho e um guarda perde todo seu poder, virando o guardinha.
Para se referir a uma grande precisão, também podemos recorrer ao diminutivo. Por exemplo, um amigo que mora no comecinho da rua, ou alguém que sabe direitinho fazer determinado caminho.
O mais popular talvez seja o diminutivo sedutor, que torna qualquer proposta mais atrativa: pegar uma praia é bom, mas não tanto quanto pegar aquela prainha. Nessa categoria também se encontra o primeiro diminutivo que os estrangeiros aprendem, a cervejinha.
Pode haver também mudanças de significado. Pobre é aquele que não tem dinheiro. Pobrezinha é a moça que foi traída pelo namorado. Tadinha é a abreviação do diminutivo de coitada, e enfatiza a compaixão que se sente por alguém de quem se sente pena – ou peninha.
Não devo me alongar muito, porque esse texto era pra ser curtinho. Espero que tenha conseguido deixar mais claro esse fenômeno do português, uma lingüinha difícil pra caramba!
Erra quem pensa que a função do diminutivo na língua portuguesa é somente diminuir. A primeira e mais clara exceção dessa regra é o advérbio temporal “rapidinho”, que sempre demora mais do que se fosse somente “rápido”.
Com o grande contato que estou tendo com alunos de português como língua estrangeira, percebi que esse tema causa grande fascinação. Mas como dar uma explicação satisfatória para o porquê de uma roupa ser “baratinha” ou de tomarmos um “cafezinho”?
O diminutivo não segue uma regra só, mas várias regrinhas. No dia-a-dia do brasileiro, pode ser muito usado com tom pejorativo. Desse modo, um médico vira um doutorzinho e um guarda perde todo seu poder, virando o guardinha.
Para se referir a uma grande precisão, também podemos recorrer ao diminutivo. Por exemplo, um amigo que mora no comecinho da rua, ou alguém que sabe direitinho fazer determinado caminho.
O mais popular talvez seja o diminutivo sedutor, que torna qualquer proposta mais atrativa: pegar uma praia é bom, mas não tanto quanto pegar aquela prainha. Nessa categoria também se encontra o primeiro diminutivo que os estrangeiros aprendem, a cervejinha.
Pode haver também mudanças de significado. Pobre é aquele que não tem dinheiro. Pobrezinha é a moça que foi traída pelo namorado. Tadinha é a abreviação do diminutivo de coitada, e enfatiza a compaixão que se sente por alguém de quem se sente pena – ou peninha.
Não devo me alongar muito, porque esse texto era pra ser curtinho. Espero que tenha conseguido deixar mais claro esse fenômeno do português, uma lingüinha difícil pra caramba!

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