Literatura feita por alunos

A mosca da padaria
Um mar de casas simples, só construídas de tijolo, argamassa e um telhado de chapa, estende-se até às montanhas da floresta da Tijuca. A zona norte, para dizer melhor, a zona invisível para os turistas ou a zona da pobreza, é a maior parte da cidade de Rio de Janeiro.
O avião aproximava-se do aeroporto. Thiago olhou pela janela e respirou fundo.
“Rio, finalmente, a cidade das praias bonitas, a cidade do carnaval e das mulheres mais lindas do mundo”, pensava ele enquanto a paisagem e os prédios passavam pela janela. “Como vai ser com a violência? Seria tão perigoso como todo mundo havia falado? Talvez eu seja assaltado já no aeroporto. Que absurdo!” A pista de aterrissagem já aparecia no campo visual. “Espero que ele me busque.” Eles atingiram a terra, a terra do Brasil.
Ao mesmo tempo, em qualquer lugar na zona norte, acontecia um tiroteio. Uma bala perfurou o corpo de um rapaz. Sangue distribuiu-se no chão. Silêncio. Sanguinária uma mosca chegou.
Rafael tinha catorze anos e só ia a caminho da escola.
Isso aqui no Rio se chama “bala perdida” a semelhança do azar.
Thiago abraçou Pedro e eles sorriam com felicidade. Alagado de suor, eles chegaram no apartamento. A subida sinuosa de uma rua só de paralelepípedos cansava muito. Um mototaxi passou atrás de nós.
À noite, a dona da casa veio para cumprimentar o Thiago. Ela gosta de falar. Ela gosta de ganhar dinheiro, explicou-me Pedro um pouco antes. Quase não se podia falar uma palavra. E a dona da casa falava, falava e falava. Mais tarde, finalmente, eles estavam sozinhos.
Pedro: “Ela falou muito, né?”
Thiago: “Demais, você acredita que os moradores da favela lá em cima do morro roubam a luz e a água das casas aqui?”
Pedro: “Pode ser, nunca se sabe.”
Thiago: “Demais, você acredita que os moradores da favela lá em cima do morro roubam a luz e a água das casas aqui?”
Pedro: “Pode ser, nunca se sabe.”
Thiago se calou e pensou: “Ela disse que vai aumentar o muro por causa dos moradores de cima, mas eu tenho dúvidas que seja gente ruim e que roube tudo”.
No próximo dia, o trabalho começou. Thiago acordou cedo para chegar a tempo na empresa.
O tempo passou e Thiago já tinha se acostumado no seu novo bairro. Uma vez, enquanto ele subia o morro a pé, um carro com quatro pessoas passou. Eles gritavam muito alto e com armas davam tiros para o ar.
Thiago se assustou muito e se encolheu no muro a seu lado. “Respira, respira”, falou devagar para si mesmo. Uma pessoa passeava e descia a rua tranqüilamente.
A empresa, onde ele trabalha, não andava muito bem e o salário diminuia. Por causa da falta de dinheiro, Thiago começou a procurar um novo apartamento que fosse mais barato.
Assim ele soube que existiam algumas pessoas na favela com um espaço para alugar.
Foi a primeira vez quando ele entrou na favela. Um cachorro dormian na rua. Alguns olhos observavam e perseguiam Thiago até a curva da rua.
Ele passou uma padaria e virou-se, “em uma padaria tem normalmente gente boa que só quer vender as coisas”, pensava ele. “Vou perguntar lá.” Três crianças brincavam na rua. Neste momento, Thiago percebeu as pessoas na pracinha...Todo mundo estava ocupado, arrumava uma coisa ou trabalhava, ou seja, tinha um negócio. Um grupo de camelôs ficava na esquina. Uma pessoa riu, logo a seguir, uma gargalhada.
No próximo dia, o trabalho começou. Thiago acordou cedo para chegar a tempo na empresa.
O tempo passou e Thiago já tinha se acostumado no seu novo bairro. Uma vez, enquanto ele subia o morro a pé, um carro com quatro pessoas passou. Eles gritavam muito alto e com armas davam tiros para o ar.
Thiago se assustou muito e se encolheu no muro a seu lado. “Respira, respira”, falou devagar para si mesmo. Uma pessoa passeava e descia a rua tranqüilamente.
A empresa, onde ele trabalha, não andava muito bem e o salário diminuia. Por causa da falta de dinheiro, Thiago começou a procurar um novo apartamento que fosse mais barato.
Assim ele soube que existiam algumas pessoas na favela com um espaço para alugar.
Foi a primeira vez quando ele entrou na favela. Um cachorro dormian na rua. Alguns olhos observavam e perseguiam Thiago até a curva da rua.
Ele passou uma padaria e virou-se, “em uma padaria tem normalmente gente boa que só quer vender as coisas”, pensava ele. “Vou perguntar lá.” Três crianças brincavam na rua. Neste momento, Thiago percebeu as pessoas na pracinha...Todo mundo estava ocupado, arrumava uma coisa ou trabalhava, ou seja, tinha um negócio. Um grupo de camelôs ficava na esquina. Uma pessoa riu, logo a seguir, uma gargalhada.
Ele entrou na padaria e pensava: ”Eles são pessoas normais como eu, como no mundo inteiro. Pessoas que gostam de viver em paz. Gente que faz o próprio trabalho em uma comunidade.
Na porta estava afixado um papelzinho, onde estava escrito: “As filmagems terminarão em final do julho, muito obrigado pela paciência”.
Na porta estava afixado um papelzinho, onde estava escrito: “As filmagems terminarão em final do julho, muito obrigado pela paciência”.
O padeiro levantou-se: “Seja bem-vindo, meu irmão! O que você quer?”
Neste momento, uma mosca pousou no braço de Thiago. Ele sorriu. Sempre haverá moscas! Depende só do “padeiro” se a mosca pode viver em paz.”
Neste momento, uma mosca pousou no braço de Thiago. Ele sorriu. Sempre haverá moscas! Depende só do “padeiro” se a mosca pode viver em paz.”
Conto de Christian Doppler
aluno de convênio na UFRJ

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